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Momentos imprevistos… que se tornam inesquecíveis.

Enquanto passava os olhos pelas fotografias que tenho no mac dei com um tesourinho que me fez reviver uma viagem que fiz a Roma. Daqueles momentos inesperados que se tornam o Momento da viagem. Que não vou esquecer. Por ser irrepetível. E de alguma forma mágico.

Roma é uma cidade apaixonante. Um museu a céu aberto serpenteado por milhares de turistas que (re)vivem os cenários de uma Roma áurea. Tinhamos acabado de chegar. “Vamos almoçar a um restaurante?” Respondi que não. Que não queria perder tempo. Estava em Roma. Queria comer Pizza. Mas na rua. Em frente ao Coliseu. Assim foi. Sentámo-nos no chão. Em frente ao Coliseu. Um casal posicionou-se à nossa frente. Sorriram para nós. Nós sorrimos para eles. Até porque tinham um ar giro. De chapéu azul e roupa colorida. E qualquer coisa de mágico aconteceu. Eles começaram a cantar. Ópera. Para nós. E eu nem queria acreditar. Juntaram-se pessoas. E mais pessoas. E nós no chão. A comer fatias de Pizza. Em frente ao Coliseu de Roma. A ouvir ópera…

Esta foi a memória que encontrei no meu mac. Digam lá se nao é daqueles momentos irrepetíveis :)!

“Daqui Ali” escrito por António Pedro Moreira

pedro darkmanEu bem disse que estava para breve.

Coloca um like nesta página e participa nesta promoção de lançamento.

“Pedro On the Road” quase quase On the Book – É só mesmo um caso de “Daqui Ali”…

Conhecemo-nos em Dezembro de 2011, quando os nossos nomes constavam num mesmo programa de palestrantes, que partilharam um pouco das suas viagens com a plateia. Ele cabeça de cartaz… Eu mais linha de rodapé. Num vocabulário que mais tarde percebi ser muito seu, contou a sua aventura de 9 meses com azimute virado para oriente. “Ganda maluco” pensei! O Pedro é uma verdadeira figura de cartoon, acreditem! Entre os “buéda”, as asneiras que se desculpam por ser do Norte e os inglesismos de um psicólogo que trabalha em Inglaterra existe um moço, que além de ser um “Ganda Maluco” (confirma-se) é um apaixonado pela vida! E isso sente-se… em cada uma das suas palavras.

Está prestes a tornar o seu rabo um ponto (ainda com mais) de interesse! Quer dizer já é – pelo menos para as 3702 que o seguem no facebook – na página “Pedro On the Road”. E já estou a imaginar as prateleiras da livraria repletos de “Daqui Ali” – as senhoras e alguns senhores (mais do que os que eu gostaria) vão esboçar uns sorrisos malandros quando olharem para o livro – sim porque o rapaz escreve… (eu também não acreditava) e está prestes a publicar um livro. Acredito que os sorrisos não se ficarão pela capa – porque o Pedro tem histórias mesmo muito giras. Enquanto aguardamos a agenda com as datas de lançamento e sessões de autógrafos, deixo-vos um dos seus textos (que roubei assim à socapa da página do facebook). O livro traduz para palavras a aventura que viveu durante os 9 meses. Parece-me, por isso, que um bom ponto de partida é ler o que ele sentiu, no dia em que a aventura terminou – 5 Novembro 2011.

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A minha última noite, o meu último dia de viagem. Amanhã a minha última viagem, o destino em mente a terra de onde parti. A Pandora tinha pouco comparado com o que aqui vai. Sinto-me zonzo, apetece-me chorar, apetece-me rir, apetece-me vomitar um bocado, estou mais nervoso do que quando parti, apetece-me correr para lá agora mesmo, apetece-me pegar na linha que separa Portugal do resto do mundo e atrelar-me a esse todo que conheci na grande parte da minha VIDA. Mas apetece-me ganhar asas leves que me permitam voar e levar comigo esse país que me puxa sem querer.

Tenho os sentimentos de nove meses todos aqui enfiados neste coraçãozito e parece que vou rebentar. Gosto destes sentimentos mas até estou meio indisposto. Estou entusiasmado com um retorno, mas também sonho com largar as roupas do corpo, a mochila das costas e caminhar para sempre. Quero embalar o mundo com o conforto de não perder o amor, e quero acalentar o segundo sem me esquecer do primeiro.

As memórias do que vivi puxam de uma cadeira aqui ao lado e olham para mim com cara de triste. Choram uma nostalgia mais vivaça que brinca no canto com brinquedos de puto, sem saber que é muito mais fácil entreter-se quando criança.

Mas acima de tudo, e apesar de toda esta tormenta de levar com tudo o que sentimos ao mesmo tempo, tenho um sorriso. Não fujo de nada, não me contrario em nada. Quero isto, quero aquilo, e até quero continuar a querer, desde que isso me faça mover a caminho de um sorriso maior. Caminho rapaz, é isso. Caminho e rebento-me agora, tendo os furacões que me agoniavam chegado a um acordo de paz e plantado um jardim na minha alma, que nem pede muita água para florir.

 Tudo se passa e tudo se sente, e adoro estar aqui sentado, pronto para deslizar… daqui ali.

cinco do onze de dois mil e onze, One Malasana Hostel, Madrid

Eu bem disse que o moço escrevia… e bem! Agora é esperar pelo livro!