“Daqui Ali – de Portugal à África do Sul em bicicleta” em livro.

Há três anos divulguei aqui o lançamento do primeiro livro do Pedro.

Neste intervalo de tempo o Pedro embarcou numa aventura ainda maior. O rapaz não gosta de aviões e parece ter um gostinho por meios de transporte lentos (especulação de psicóloga de bancada). Desta vez foi de bicicleta até ao ponto mais a sul de África – aquele que aprendemos nos livros de História como o cabo das tormentas. Acredito que para ele terá sido o fim das tormentas – muitas foram ao longo de 15 meses, 15.000km e 22 países.

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A componente adictiva das viagens são as pessoas, as emoções e, porventura, as alucinações… (dizem os viajantes experimentados). O Pedro transformou tudo isto em caracteres,um novo livro que acrescenta à sua colecção “Daqui Ali“.

Ora vejam o teaser do livro:

 

Ele estará em Lisboa. dia 4 de Fevereiro (16h30, Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro). Toda a informção aqui.

Aproveitem para passar um bom momento.

Até já!

 

Made in France vende… 


E eu gosto disto :), mesmo que mais caro é bom saber que se respeitam as leis do trabalho!

Fiquei com vontade de escrever isto…

Num dos últimos congressos em que estive conheci um grego americano (é grego, mas acho que está há vários anos nos Estados Unidos), de quem não me recordo o nome – acho que apenas o soube no instante em que mo disse, assim a jeito de memória de curto prazo. 

Mesmo não me lembrando  do nome dele, nem as circunstâncias pelas quais conversámos, recordo-me de uma frase. Apenas e só esta frase.

“If I dont wake up every day with The Will of changing The world, why should I wake up?”

Fiquei a pensar que apenas um americano poderia dizer isto. Eu acordo todos os dias com sono. Na maior parte dos dias o sono passa umas 2h depois de ter acordado. Outros dias demora mais tempo. Tenho a vantagem de ter um trabalho de que gosto. Por vezes é stressante. Por outras gratificante. Mas na generalidade dos dias é apenas mais um dia. Não penso que vou mudar o mundo é já fico feliz por pensar que posso contribuir para o sorriso de algumas pessoas.

Ter a ambição de mudar o mundo parece-me algo tão “lugar-comum”. Malthus no sec. XIX alertava para o facto da espécie humana ser a única com crescimento exponencial enquanto que as outras se mantinham estáveis. Ele dizia que as guerras, epidemias e outros eventos eram um mal necessário para a sobrevivência das espécies. Uma forma de competição em que sobrevivem os mais aptos.

Este mundo novo, para o qual ainda não acordei, traz o narcisismo associado. A China deixará de ter a mão de obra barata. Segue-se África. Mas África tem nela tantas Áfricas. E, do pouco que conheço, sei que em nenhuma delas se encontra a subserviencia de robots humanos que em tempos caracterizou a Ásia. 

Trump fala de “produzir” nos Estados Unidos… hum… quero ver como é que vão produzir a baixo custo! Além disso a China tem o monopólio do plástico – matéria imprescindível para as escolhas que fizemos. O silêncio da China -e dos jornalistas sobre a China – faz-me pensar no inverso do “cão que ladra não morde”!

We’ll see…

Et voilà… as minhas suculentas já têm (nova) morada…


Estão tão lindinhas 🙂 🙂

Hotel Babilónia, de Cáceres Monteiro. 

Este foi um fim-de-semana Uff!!!

Sentada no café do aeroporto para um café sinto-me a abrandar o ritmo.


 Levo comigo o “Hotel Babilónia”. Um livro que li em 2005 sobre um mundo pós 11 de Setembro. Li a contracapa e fiquei com vontade de o reler: “um percurso pragmático da História contemporânea, na qual constam a crueza da estrada para várias guerras, o caminho do terror, o sonho é o pesadelo americanos, o colapso do comunismo, as mudanças aceleradas e surpreendentes da Ásia, os ícones e os mitos da América Latina ou as últimas marcas do Império Português – desde Goa, a Timor, Macau, Angola, Moçambique ou Guiné. É este mundo multifacetado – e as suas várias hipocrisias – que nos descreve Carlos Cáceres Monteiro, neste livro que faz a história de um tempo perturbado e perturbante.”

Quero tentar compreender como em 10 anos o mundo substitui Obama por Trump. E outras evidências destes tempos que continuam, ainda, perturbados e perturbantes.

Na mala trago também uma caixa com suculentas para (re)plantar na varanda. Este é o tipo de plantas que se da bem comigo. Este é as orquídeas. Não é preciso regar todos os dias. No meu caso as plantas e os peixes nunca morreram pelo excesso. Mas pela carência. 

Quando as colocar em vasos mostrar-vos-ei o resultado!

Até já!