Et voilà… as minhas suculentas já têm (nova) morada…


Estão tão lindinhas 🙂 🙂

Hotel Babilónia, de Cáceres Monteiro. 

Este foi um fim-de-semana Uff!!!

Sentada no café do aeroporto para um café sinto-me a abrandar o ritmo.


 Levo comigo o “Hotel Babilónia”. Um livro que li em 2005 sobre um mundo pós 11 de Setembro. Li a contracapa e fiquei com vontade de o reler: “um percurso pragmático da História contemporânea, na qual constam a crueza da estrada para várias guerras, o caminho do terror, o sonho é o pesadelo americanos, o colapso do comunismo, as mudanças aceleradas e surpreendentes da Ásia, os ícones e os mitos da América Latina ou as últimas marcas do Império Português – desde Goa, a Timor, Macau, Angola, Moçambique ou Guiné. É este mundo multifacetado – e as suas várias hipocrisias – que nos descreve Carlos Cáceres Monteiro, neste livro que faz a história de um tempo perturbado e perturbante.”

Quero tentar compreender como em 10 anos o mundo substitui Obama por Trump. E outras evidências destes tempos que continuam, ainda, perturbados e perturbantes.

Na mala trago também uma caixa com suculentas para (re)plantar na varanda. Este é o tipo de plantas que se da bem comigo. Este é as orquídeas. Não é preciso regar todos os dias. No meu caso as plantas e os peixes nunca morreram pelo excesso. Mas pela carência. 

Quando as colocar em vasos mostrar-vos-ei o resultado!

Até já!

Trump, Brexit, Le Pen… as selfies explicam bem porque (os) elegemos!

Há pouco mais de um ano, num jantar em Chicago, Trump era descrito como o palhaço que desistiria da candidatura à meio do caminho. Assim a jeito de stand up comedy. No verão percebemis que não iria desistir. E lá para Setembro eu comecei mesmo a achar que era provável ganhar.

O Brexit chocou uma grande parte dos ingleses. Os irlandeses nem queriam acreditar. E os europeus crentes numa Europa comum ficaram tristes. 

Aqueles que se interessam pela história dos povos e das nações têm uma sensação de déjà vu. A iliteracia e ignorância é a melhor amiga destes movimentos. As selfies representam bem os tempos que vivemos. Nós não tiramos fotografias aos outros. Nós não queremos saber dos outros. Fazemos o culto do eu e dos que nos são semelhantes. Como alguém disse, as ideias nacionalistas fazem-se por marcar a diferença aos outros. Somos portugueses porque somos diferentes dos espanhóis. Os franceses são diferentes dos ingleses. E assim sucessivamente. 

Veio o Trump. Veio o Brexit. Virá Le Pen. Just a thought… hope wrong!

Começar o dia com um duche de vinho… coisas que só me acontecem a mim :/!

7h. Despertador. Vestir. Verificar horas. Preparar pequeno almoço. Olhar para o relógio. Pentear a pequena que já é grande. Faltam 10 minutos. Ainda o pequeno almoço. Faltam 5 minutos. A mochila. Calçar. O casaco. Sim o casaco porque está frio. Já nós estamos a atrasar. Carro. Ups… os vidros do carro têm gelo…

5 minutos de atraso. Ventilação quente… não adianta – nada acontece. Quase 10 minutos de atraso. Vinho. O vinho congela a temperatura inferior que a àgua. 

Coloquei o vinho no pára-brisas. O gelo começou a derreter. Inteligentemente – como só eu sei ser – liguei as escovas!!! Já estão a ver o filme não já? Pois… eu levei com o vinho em cima – leia-se cabelo, cara, casaco… assim uma versão banho de perfume mas em vez de ser o coco Channel, foi mesmo o vinus bacus… valeu pelas gargalhadas da Beatriz a rir-se da situação. E o relógio ainda. 

Chegámos à escola ao minuto certo. Leia-se 15 minutos mais tarde do que o costume. 

Quando vos acontecer já sabem. O vinho é bom para tirar o gelo. Mas não coloquem as escovas ao mesmo tempo. Não é agradável…

Ausência de controlo de identidade para embarcar num avião… é normal?

A primeira vez que viajei de avião sem que em momento algum me fosse pedido um documento de identificação foi em Munique. Seguiu-se Zurique, Copenhaga e Berlim. Hoje foi a vez de Nice. 

A utilização de portas électronicas que se substituem às pessoas, tornam o embarque um processo automático e anónimo. Num momento da estória da Europa em que tanto se fala de terrorismo, do livre trânsito (ou não) de pessoas, de fronteiras (ou não)… é-me estranha esta ausência de controlo – nem mesmo aparente – da real identidade das pessoas que, por acaso, estarão comigo nas próximas 2h e qualquer coisa, dentro de um avião. 

Fruto dos tempos. Ou da redução de recursos humanos. Ou de n’importe quoi :/