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“On aura toujours Lisbonne”

“On aura toujours Lisbonne” é o título de um livro de fotografias que encomendei esta semana na blurb. Brevemente vou escrever um post sobre este site – de que sou verdadeiramente fãn, bem como de algumas estratégias para ter redução no preço a pagar.

Para resumir o fim-de-semana que passei com o C. em Lisboa, decidi fazer uns rabiscos para colocar no início do livro. Acabámos por emoldurar o desenho a jeito de souvenir.

Partilho convosco…

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Boa semana.

Visitar Avignon e os campos de lavanda em flor.

O verão está a terminar. Há um silêncio que regressa ao meu apartamento. Durante todo o verão houve um ruído de fundo. Uma mistura dos motores dos barcos, das motas de água e das crianças a brincar na praia. Agora há apenas o silêncio interceptado de quando em vez pelo comboio.

Desde que a easyjet abriu o vôo Lisboa – Nice que há muitos portugueses a visitar a região. Acredito que se deixem seduzir pelos destinos mais comuns: Cannes, Monaco, Nice e Saint-Tropez. Eu prefiro as pequenas vilas incrustadas à beira-mar ou na montanha. Assim como os recantos dos Caps e os pontos altos das colinas que transformam rocha e mar em partitura musical.

Para aqueles que pensam voltar ao sul de França deixo a sugestão de uma região a visitar no início de Julho. É preferível optar pelo vôo Lisboa – Marselha porque esta região da Provence fica mais próximo de Marselha do que de Nice. Falo-vos de Avignon, a região da lavanda.

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Avignon é conhecida como cidade papal, uma vez que foi a residência dos Papas entre 1309 e 1377. Cidade de ruelas que contornam o majestoso edíficio Papal,  é conhecida pela sua ponte, que não chega à outra margem do Rhône. É uma cidade óptima para fazer em bicicleta. Se visitarem escolham um hotel no interior das muralhas – tem outro charme, mesmo que seja um pouco mais caro. E já agora. Se há uma razão que me poderá fazer voltar à Avignon é um restaurante onde jantámos: “Epicerie”.

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Mas o segredos do Vaucluse estão fora de Avignon. Fazer a rota das lavandas fazia parte do meu imaginário da Provence. O tempo tem mais tempo nesta região, assim como a noção de espaço e liberdade. Os vinhos e os sabores gastronómicos parecem mais genuínos do que aqueles que experimentamos junto ao mar. Não vou sugerir itenerários porque para mim a melhor parte da viagem é quando me perco.

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Não longe de Avignon têm Cassis e as suas Calanques. Honestamente acho preferível visitar Cassis e as Calanques em Maio ou Setembro (por ter menos turistas) mas nessa altura a lavanda não está em flor no Vaucluse.

Bons passeios para todos vós…

Lisboa romântica. A nossa Lisboa.

Lisboa está diferente. Os prédios renovados. Os milhares de turistas. A proliferação de tuk tuks e ubers e hostels e airbnb´s. Os restaurantes com lista de espera e os espaços vintage com loiça Bordalo Pinheiro. Os terraços que vendem a luz e o rio e os sabores tradicionais (mesmo que provenientes de franchisings). Os miradouros que se enchem de atracções e carteiristas e vendedores de droga (ou louro e farinha).

Como em todas as mudanças há coisas boas e outras menos boas. Um dos grandes desafios da cidade será de manter a sua identidade e a identidade das suas gentes. De que vale ter a Graça ou Alfama ou a Mouraria saturada de airbnb´s e hostels, se os moradores que lhe dão alma foram obrigados a procurar outras moradas? De que vale ter restaurantes que adaptam os seus menus a sabores franceses, se esta é a oportunidade de mostrar aos que visitam Lisboa a riqueza da gastronomia portuguesa? De que vale ter uma Lisboa acessível às carteiras do norte da Europa quando os lisboetas não podem usufruir dos seus monumentos, restaurantes e esplanadas?

Lisboa continua a ser a cidade que melhor conheço. A cidade que se avista das muralhas do Castelo. As paredes de outros tempos da loja Tous do Chiado. A fuga ao Oriente pelo interior da Casa do Alentejo. O nascer do dia nas Portas do Sol. A mousse de chocolate do terraço do Hotel Bairro Alto. As margens do Tejo em bicicleta. O pôr-do-sol no Cais das Naus. A estação do Rossio que se ilumina. A calçada portuguesa que nos ilustra os passos. As fachadas de azulejos e os muros de grafittis. As sardinhas que não gosto mas que fazem os prazers gustativos de quem gosto… Foi assim o meu último fim-de-semana. Lisboa romântica. Nossa Lisboa…

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Como diz a minha querida amiga Teresa. Mais do que o destino, importa com quem o vivemos.

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Bom fim-de-semana.

Voltar à aldeia… ou ao que dela resta!

Voltar à aldeia já não é a mesma coisa!

Este verão regressei à aldeia. À aldeia do meu pai – Proença-à-Velha – no distrito de Castelo Branco. Com tristeza senti que o Portugal interior se extinguiu. Um Portugal de saberes e tradições que morreu com as suas gentes. Não encontrei as velhinhas vestidas de negro a regressar da missa. Nem os velhos, sentados nos bancos de pedra no largo, a ver quem passa. Morreram. E depois deles existiram aqueles que partiram. Como os meus pais. E os meus tios. E os meus primos.

Vi casas fechadas. Casas à venda. Casas em ruína. Vi outros tantos como eu que voltam à aldeia. Que provavelmente se questionam como eu. Sobre o sentido de voltar a um lugar que já não existe. São as pessoas que dão alma aos lugares que habitam. Uma aldeia sem as suas gentes torna-se um espaço encerrado no mutismo de ruas vazias. Nem mesmo as moscas ficaram.

Este foi o meu olhar… sobre um Portugal que agora vive apenas na minha memória.

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Um novo recomeço… também aqui no blog!

Regressar aqui…

Precisei deste tempo. Sem palavras escritas. Nem mesmo ditas.

Houve um tempo –  até há não muito tempo – em que eu nao acreditava no amor. No amor descomplicado – mesmo que seja sempre complicado. No amor sem  que o esperemos – mesmo que na verdade continuemos à espera.

Sabem a música da Mariza? “Melhor de mim”?

 

É um novo recomeço…

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