Voltar à aldeia… ou ao que dela resta!

Voltar à aldeia já não é a mesma coisa!

Este verão regressei à aldeia. À aldeia do meu pai – Proença-à-Velha – no distrito de Castelo Branco. Com tristeza senti que o Portugal interior se extinguiu. Um Portugal de saberes e tradições que morreu com as suas gentes. Não encontrei as velhinhas vestidas de negro a regressar da missa. Nem os velhos, sentados nos bancos de pedra no largo, a ver quem passa. Morreram. E depois deles existiram aqueles que partiram. Como os meus pais. E os meus tios. E os meus primos.

Vi casas fechadas. Casas à venda. Casas em ruína. Vi outros tantos como eu que voltam à aldeia. Que provavelmente se questionam como eu. Sobre o sentido de voltar a um lugar que já não existe. São as pessoas que dão alma aos lugares que habitam. Uma aldeia sem as suas gentes torna-se um espaço encerrado no mutismo de ruas vazias. Nem mesmo as moscas ficaram.

Este foi o meu olhar… sobre um Portugal que agora vive apenas na minha memória.

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