“Que esperam os macacos” de Yasmina Khadra

2 responses to ““Que esperam os macacos” de Yasmina Khadra

  1. Boa tarde Paula
    Não li o livro, mas julgo que ele fala da Argélia.
    Os argelinos mais cultos e de tendências « ocidentais » reconhecem que a maioria do povo argelino é bipolar. Por exe., no convívio com estrangeiros são afáveis e reconhecem que a Europa é muito desenvolvida, e que também eles desejariam construir uma sociedade assim. Entre eles, são capazes de inverterem o discurso, como se não pudessem emitir a sua própria opinião ou contrariar a do grupo (a que pertencem).
    As crenças e sobretudo a fé religiosa são um empecilho à aceitação de uma ideologia política ou económica. Por exe. são pela liberdade do comércio, podem comprar e vender pelo preço que quiserem, mas são contra os empréstimos a juros (lei religiosa). Depois… pedem mil euros/mês por um andar de 3 assoalhadas e 1 ano de renda adiantado (alta especulação) quando um ordenado médio ronda os 350 euros (que já é 2 vezes o ordenado mínimo). Se for para comprar casa e pagar juros ao banco, isso não! É pecado…
    Adoram as novas tecnologias, as marcas europeias ou americanas, tudo o que é moderno. Se puderem, compram tudo. Gostariam de ter uma sociedade idêntica à europeia, mas que fosse islâmica… Acreditam que o atraso em que vivem advém dos dirigentes não seguirem o verdadeiro islão (o que justifica o aparecimento dos radicais barbudos e das mulheres em niqab).
    Enfim, julgo que ainda vão demorar umas dezenas de anos a encontrarem-se e, sobretudo, a encontrarem uma economia coerente com os seus princípios. O que não me parece nada fácil… 

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  2. Aproveito para pegar nessas frases: a elite política (é uma caixa de ressonância) e da elite pensante (um tambor fúnebre), para comentar a doença epidémica que se alastra em França e que chegou à linda e pacata Nice, ou seja, a lei anti-burkini !
    Há franceses que ainda pensam e que agem em contra-ataque. É o caso dos motards que decidiram exibir-se vestidos com fatos de mota e capacete, e deitaram-se na praia… Como não existe (ainda) a lei anti-motarkini não os podem autuar. Eu ainda que ver como é que a policia vai conseguir distinguir os fatos das mergulhadoras dos burkinis .
    Francamente, desde quando é que somos obrigados a despirmo-nos e a exibir o nosso corpo numa praia ? Os franceses que se dizem defensores das liberdades, acabaram por « inventar » leis que nem Salazar, Hitler ou Mussolini ousaram aplicar, é demasiado mau ser verdade…
    Sempre entendi que essa tanga do terrorismo e do Estado de emergência, acabaria com as leis de liberdade existentes em França. Pauvre France !

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