À Força. À Força. À Força. São as palavras de Ordem por terras napoleónicas…

Multiplicam-se os programas de televisão sobre o atentado de ontem em Paris. Um pouco à semelhança do que se passou em Janeiro, por ocasião do Charlie.

Gostei de ouvir o académico Jean-Pierre Filiu. Autor do livro <Les arabes, leur destin et le nôtre>. Para ele, se Charlie teve por objectivo atingir a liberdade de expressão, desta vez o alvo são os hábitos de vida ocidentais, censurados pelo Estado Islâmico. Mas mais do que encontrar os porquês, é importante compreender o “Para quê?” que na perspectiva do autor visa dividir a sociedade francesa, agravar a islamofobia. Mais jovens se sentirão ostracizados, contribuindo para o aumento de jovens que decidem fazer a jihad.

Vive-se um discurso de Guerra. Nas palavras de Hollande, de Valls, de Sarkozy. As palavras são diferentes das proferidas a 7 de Janeiro. São muito diferentes!!

Fala-se de Força. De sangue frio. De mobilização das forças militares. De nacionalismo. De Pátria. De Ser Francês.

À Força. À Força. À Força. “É uma Guerra que nos foi declarada”.

16 responses to “À Força. À Força. À Força. São as palavras de Ordem por terras napoleónicas…

  1. Manuel Oliveira Viieira

    não gostei de todo.
    há implícita a aceitação da força (leia-se terrorismo) para alcançar a emancipação.

    Gostar

  2. Concordo. Quanto maior for o terror e a forca menos liberdade terao os cidadaos. Ha uns anos era proibido filmar alguem, agora somos filmados em qualquer lado, tudo em nome da seguranca.
    A nossa liberdade fica reduzida e os Estados arrogam-se todos direitos, argumentando que e’ para a nossa seguranca. Eis a ratoieira que nos armaram
    A unica saida e’ exigirmos paz e desmacararmos este complot.

    Gostar

  3. Acabam de informar que o Estado de Sitio sera de 12 dias, que e’ o maximo permitido. A seguir teriam que fazer aprovar a lei no parlamento. Acho uma barbaride! Entendo esta decisao, como um estagio forcado para que a populacao se adapte ‘a falta de liberdade. e’ incrivel o Pais da libetdade ficar sob o jugo da seguranca.

    Gostar

  4. Mas o que eu gosto mesmo é de ouvir os comentadores portugueses… haja paciência!!

    Gostar

  5. Ahah imagino. Eu n tenho canais portugueses mas vejo por vezes na net. Eu adoro e’ ouvir os especialistas sobre o mundo arabe-muculmano. Fizeram uma viagem de fe’rias e ficaram experts na materia.

    Gostar

  6. les événements actuels se déroulant en France me rappelle le principe du wahhabisme, doctrine politique dont l’unique but est de soumettre les masses populaires en cultivant l’obscurantisme.
    Comprendre le pouvoir de la religion, l’instrumentalisée afin de soumettre les hommes par le biais de ses croyances.
    Le wahhabisme cherche notamment à soumettre les hommes par le contrôle de leur sexualité. D’où le statut de la femme : objet sexuel, source du mal absolu, qu’il faut soustraire au regard des hommes sous des burqas.Multiplications des interdits dont les femmes sont les principales victimes par des “fatwas”.
    La colonisation des pays arabes, en particulier de la Tunisie, par le Qatar et l’Arabie saoudite est en marche au travers du wahhabisme. On se retrouve face à cette nouvelle forme de colonisation qui veut abêtir les peuples et instaurer une dictature religieuse. Dictature religieuse qui conduit les plus fragile à basculer vers une “guerre sainte” contre les croisés. 🙂

    Gostar

  7. Fabrice, je n’en doute pas. Toutefois, se qui se passe aux USA et en Europe est exactement pareil, car on obtient le pouvoir par l’ignorance du peuple. Comment expliques-tu que Hollande et Obama soient contre les frappes russes contre l’EI ?
    Comment s’explique le % de votes pour Marine ?

    Gostar

  8. Fabrice,
    Daesh est un mot arabe qui signifie, État Islamique de Iraque et
    Syrie, en anglais ISIS.
    Pourquoi Hollande n’aime pas Bachar El Assad ? A mon avis il rend service à Daesh, n’est-ce pas?
    Or, les gens sont de plus en plus informés et les menteurs ont du mal à injecter leurs mensonges, donc des attaques de ce genre ça tombe bien pour rétablir l’Union de la patrie, bla, bla.
    Après, on nous rassure… en nous assurant… notre sécurité. Enfin, des histoires à dormir debout.
    Ce qui m’étonne ce n’est pas l’ignorance de la plupart des musulmans, mais celle des français et d’autres européens qui se font injectés par les médias, lesquels sont dominés par les seigneurs de la planète.
    Voilà, en quelques mots ce qui se passe depuis le 11 septembre.

    Gostar

  9. à regarder et à méditer

    Gostar

  10. Hollande parece que quer prolongar o Estado de Sitio durante 3 meses…
    Hoje parece que houve pânico numas ruas de Paris;
    A paranoia apoderou-se dos franceses?
    é lamentavel tudo isto, é incrivel que em 2015 depois de tanta evoluçao cientifica e tecnologica, tenhamos chegado a esta situaçao na França.
    Esta, nao é a França que eu conheci, do Sartre, da Simone de Beauvoir, do Charles Aznavour, do Brel, do Léo Férré, do quartier Latin, de Montmartre, de la place du Tertre, du Trocadero e… até… do De Gaulle.
    De Gaulle podia ter muitos defeitos mas pensava pela sua cabeça e foi ele que decidiu dar a independência à Argélia, contra a opiniao dos seus generais e de milhoes de franceses.
    Enfin, c’était la France joyeuse, belle et intelligente. 🙂

    Gostar

  11. Foi preciso um massacre para que o Hollande percebesse quem eram os inimigos ? Bastava ler o blog “Agora digo eu” ahahah.
    Lauren Fabius ex-primeiro ministro e actual M. dos Neg. Estrangeiros disse que nao se devia dizer Estado Islamico, porque nao era um Estado e que seria dar-lhes muita importancia. Comecou bem, mas acabou muito mal ao dizer devemos chama-los Daech ! Ahahah um homem destes como pode dizer uma asneira destas ? Seria para fazer rir os arabes ?
    Ele devia ler este blog. 🙂

    Gostar

  12. Alguns jovens fizeram canções sobre os atentados de Paris, gostei desta

    Gostar

  13. A letra desta canção explicita a frustração actual da juventude francesa. Ninguém o diz, mas os franceses têm cerca de 2 milhões de emigrantes, dispersos pelo mundo, à boa maneira, chamam-lhes expatriados.

    Gostar

  14. Enquanto o terror aumenta em Paris, os francius fizeram aprovar na UE algo Inédito !
    UE: 28 aprovam pedido de defesa mútua francês

    O pedido de assistência militar foi aprovado por unanimidade pelos ministros da UE. “ontem, a França pediu a ajuda e a assistência de toda a Europa. E toda a Europa, unida, respondeu sim” ….

    Resumindo, vamos todos pagar (esquecendo… as dividas dos Estados). Estou a assistir a este filme pela 2° ou 3° vez. A primeira vez foi quando o Saddam invadiu o Koweit. Os EUA fizeram uma propaganda enorme, dizendo que o Saddam ficava com uns 40% do petroleo mundial, obrigaram o Japao, a Alemanha, a Arabia Saudita, o proprio Koweit (e outros) a pagarem bilioes para que eles libertassem o Koweit.
    é que… por cada guerra, existe uma factura de bilioes, e alguém tem que a pagar!
    O pior é que o terror vai continuar a facturar, pelo menos enquanto os cidadaos nao tomarem consciência do logro.
    é este o mundo que vivemos em desde 1990 (Koweit) e depois reforçado em 2001 (torres) e agora com Paris 2015.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s