Ser mulher.

Hoje é dia da mulher. Esse ser complicado, de humores e caprichos vários, animado de emoções e sexto sentido.

Ontem estive a ver um documentário super-interessante sobre a condição da mulher nos países árabes ao longo do séc. XX. É interessante pensar no feminismo árabe, sobretudo na Tunísia. O modo como as mulheres foram combatentes na guerra da Argélia. As opções da Arábia Saudita, que devido ao dinheiro do petróleo nos anos 70, se tornou uma potência mundial e enclausurou as mulheres em casa ou nas suas vestes que apenas deixam ver os olhos. São prisioneiras do pai e irmãos. Para depois serem prisioneiras de um marido que não escolheram. O Egipto, influenciado por tal exemplo de “progresso” reviu a condição da mulher – limitando (também, e ainda mais) a sua liberdade.

Não compreendo. Não é cultural. É um crime contra a humanidade. Pouco diferente da escravatura – porque estas mulheres são tratadas como objectos. Batidas. Humilhadas. Feridas. Vendidas. Assassinadas. E, na maior parte das vezes, por aqueles que as deveriam proteger.

Neste dia internacional da mulher deixo-vos este filme de Feriel Ben Mahmoud – “La Revolution dês femmes – un siècle de féminisme arabe”.

Feliz dia da mulher.

 

3 responses to “Ser mulher.

  1. Em 2014, 40 mulheres foram assassinadas em Portugal. Uma barbaridade! Desconhece-se o n° de homens mortos ou batidos pelas mulheres. Mas existem. A violência doméstica em vez de baixar parece que aumentou.

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  2. O poder das mulheres e a opressão de umas sobre as outras !
    Curiosidades sobre a Argélia (costumes e tradições)
    No mundo muçulmano não existe o namoro. Pede-se em casamento e depois já pode haver conversas entre os dois noivos.
    O processo do pedido de casamento começa entre as mulheres (mães, irmãs e tias) das 2 famílias. Compete às mulheres da família do rapaz combinarem uma ida à casa da jovem, e enquanto tomam um chá e uns cafés vão então expondo o assunto. Como é obrigatório o pagamento de um dote, aborda-se o assunto. O valor do dote é variável e acordado entre as 2 famílias. Pode ser um anel, dinheiro, uma jóia qualquer ou até 1 dinar ou 1 euro. Juridicamente esse dote é registado no Registo Civil e pertence única e exclusivamente à noiva. Obviamente, que na prática, o dinheiro que a noiva recebe acaba por gastá-lo no casamento (vestidos, festa, boda, etc.)
    Os ocidentais, não querendo perceber minimamente as outras culturas, têm a mania de falar em venda… Nada disso, e não seria um caso estranho que poria em causa toda a tradição e os preceitos religiosos.
    Quando tudo estiver acordado entre as mulheres, o pedido (oficial) de casamento tem pernas para andar. Mais tarde marca-se outro encontro onde os homens já participam. Portanto, eles apenas confirmam o que foi decidido por elas!
    São feitas várias festas de casamento. A família do rapaz convida amigos e familiares para um jantar (sem a presença da outra família), os homens comem separados das mulheres. Numa outra semana, a família da noiva convida todas as mulheres incluindo as mulheres da parte do noivo. Fazem uma festa com música e danças apenas para as mulheres! Os homens levam as mulheres à festa e ficam de fora ! Nessa festa, é costume a noiva passar uns 6 a 7 vestidos que representam varias regiões da Argélia, sendo o vestido branco o último. O noivo, pais e irmãos são os únicos homens que podem assistir! Ah, já me esquecia, e o monsieur Jorge também pode, pois é estrangeiro! Ahahah
    Depois dessa festa o noivo leva a noiva e estão casados! Já assisti a 2 casamentos mistos (homens e mulheres juntos), mas os noivos pertenciam a classes abastadas e mais evoluídas!
    A mãe do rapaz tem um enorme poder. Basta ela dizer que não gosta da rapariga que o casamento não se faz. Depois do casamento era costume o rapaz levar a noiva para casa dos pais dele. Assim, a sua mãe controla e “educa” a jovem noiva, enquanto ele vai trabalhar. Escusado será referir os milhões de divórcios que foram causados pelas sogras.
    O filho, mesmo que tenha 40 anos, jamais se oporá às decisões de sua mãe! Falem agora da opressão das mulheres muçulmanas e coisa e tal! Coitados dos homens muçulmanos!
    Há muito tempo que eu aprendi 2 verdades essenciais: as mulheres é que escolhem os seus parceiros e elas é que mandam (nos homens) seja em que país for.

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  3. Conheço um caso real que é de bradar aos céus e a todos os profetas!
    Conheço um caso real que é de bradar aos céus e a todos os profetas!
    Um argelino de 42 anos e que vive em Paris há 12 anos, pediu às suas irmãs e mãe que lhe arranjassem uma noiva para casar. Uma irmã dele conheceu uma argelina solteira de 35 anos que trabalha num banco em Argel. Trocaram informações, n° de tel., e começaram a dialogar por Facebook e telefone. Ele colocou apenas uma condição: após o casamento ela iria viver com ele para Franca, e ela aceitou.
    Meses mais tarde, marcaram o pedido de casamento. As irmãs dele e a mãe foram então a casa da mãe dela efectuar o pedido e discutiram a tal condição de partir para França. A mãe dela argumentou que os outros filhos estavam todos casados e que ela iria ficar sozinha, chorou e tal, e acabou dizendo que não poderia aceitar que a sua filha partisse para o estrangeiro.
    Resumindo, a jovem também chorou mas acatou a decisão da mãe e devolveu o anel de noivado. Voilà, mais uma entre milhares de casos!
    A maior religião do mundo é o Egoísmo ! Nem mais!
    Em termos de ralações familiares, a maior diferença que se nota entre a nossa sociedade ocidental e estes muçulmanos argelinos é o respeito pelos pais, custe o que custar. Para eles, os pais são sagrados ao ponto de se sacrificarem nas escolhas do casamento.
    Mas devo ressalvar, mais uma vez, que são as mães que dominam a família, e pelo que sei os homens raramente impedem a felicidade dos filhos. Elas não perdoam, elas detêm o poder e aplicam-no sem dó nem piedade!
    Obviamente que existem excepções, mas que existem milhares ou milhões de casos é verdade, já para não falar da influência das sogras nos divórcios !

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