O senhor da chronopost e a SNCF, num dia de peripécias…

E hoje regressei às peripécias na Côte d´Azur.

Os portões do meu condomínio foram mudados. Com isso mudaram também o intercomunicador. Um sistema ultra-moderno ligado ao meu telemóvel. Ou seja. Quando uma pessoa toca à minha campainha eu recebo uma chamada no telefone. Eu fico a saber que tenho visitas mas não sei como abrir a porta. Termino sempre por descer e receber as pessoas na entrada do prédio. O mais estúpido é que de todas as vezes que recebo uma chamada de amigos acho sempre que me estão a ligar dos seus telefones. Tenho preguiça de gravar os nomes (sou daquelas pessoas que vai às mensagens recebidas para recuperar um número que preciso – pura preguiça, eu sei.)

Hoje recebi uma chamada. Um número que me pareceu desconhecido. Atendi. Do outro lado uma voz masculina diz:
– Paula Pousinha? e mais não sei o quê – não percebi.
– A própria (disse em francês).
Fez-se silêncio. Passados segundos disse:
-Estou à espera e neste momento estou ocupada – o que é que tem para me dizer?
O senhor passou-se. Respondeu-me a modos que irritado.
– Madame… tenho uma encomenda (colis) para lhe entregar, não vou ficar aqui à porta toda à tarde à sua espera. Tenho mais do que fazer!
E a chamada terminou – o intercomunicador só faz chamadas de 30 segundos. E só nesse momento percebi que na verdade estava ao telefone com o senhor da chronopost no meu intercomunicador. Que deve ter ficado à espera que eu descesse :)! Mas eu estava no laboratório… Quando cheguei tinha o envelope (livro) na minha caixa de correio. Acho que o nome “Pousinha” não é dos mais bem considerados na chronopost :)!

Antes de vir para casa fui levar uma amiga à estação de comboios de Antibes. Acompanhei-a. Gosto de estações de comboios. Faz-me sempre lembrar o “Expresso do Oriente”. Sobretudo estes comboios nocturnos. Ela entrou no comboio – com direcção a Paris e, ao mesmo tempo, saíram 3 senhores da SNCF – semelhante aos revisores da CP. Tudo normal. A minha amiga dizia-me adeus no cimo das escadas e eu sorria-lhe. Enquanto isto os senhores SNCF colocaram-se ao meu lado. “Madame vou ficar aqui consigo!” Olhei para ele a sorrir e disse-lhe “Ah oui!” Respondeu-me “Sim, está a chover em Paris”. “Mas isso é normal em Paris!” Começámos a rir. Os quatro – eu e os senhores SNCF. A minha amiga sorria também, incrédula pela surreal da situação. Desejei-lhes boa viagem e regressei ao carro. A pensar que os piropos, quando correctos, podem ser divertidos.

:).

3 responses to “O senhor da chronopost e a SNCF, num dia de peripécias…

  1. 😀 há dias assim. tão bom quando se encontra gente bem disposta.
    com a campainha eu tenho o mesmo problema, mas gravei o numero quando tocaram um dia e quando tocam aparece no telefone “porta”…
    mas acho muito mais seguro do que o sistema dos códigos…
    beijinhos

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  2. OMG!
    Só contigo!!!
    Esse condomínio é moderno! ahaha! Pior mesmo será se, numa noite com muito sono, decidimos abrir a porta a alguém sem termos consciência que estamos a fazer tal coisa. lol

    E adorei essa outra peripécia com os senhores dos comboios. ahahah!

    PS:
    Pousinha é um nome muito giro! 😀

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