O acidente de carro, os exames nacionais e o Festival de Cannes… Assim se vai por aqui!

Há alguns dias que não escrevo. A semana que passou foi, sem dúvida, uma das mais complicadas para viver longe de Lisboa. Fez ontem uma semana que a minha irmã teve um acidente de carro. Com a minha filha. Apesar do acidente não ter sido muito grave, os bombeiros decidiram levar as duas para o hospital. A minha mãe desdobrou-se entre os raios X de uma e de outra. Apenas hematomas. Regresso a casa umas horas depois. (Já vos disse a SUPER MÃE que tenho?)

Não houve muito tempo para pensar no joelho magoado. EXAMES NACIONAIS 4ºANO. Por muito que eu tenha tentado relativizar, a Beatriz sentiu uma pressão enorme. Desde Fevereiro que a única coisa que tem em mente são os exames nacionais. Na escola fizeram todos os exames dos anos anteriores, os testes intermédios. Foram pedidos livros de preparação para exames. E eu, tendo sido correctora de exames nacionais de final de secundário, durante 8 anos e tendo trabalhado mais do que esses, a preparar alunos, achei tudo isto um exagero. Eu bem que sugeri alguns métodos tradicionais, como colocar a cabeça no frigorífico durante 15 min por dia – para conservar as aprendizagens! ou colocar algodão nas narinas, ouvidos e manter a boca fechada – para que nada escape do cérebro! A Beatriz achou que não era boa ideia. “Mamã se eu fizer isso não consigo respirar” 🙂 Rimo-nos, é o que interessa. Mas no fim disse-me: “Mamã podes dizer tudo o que tu quiseres mas eu continuo muito nervosa. E se eu não me lembrar de nada?  Posso chumbar o ano.” Valeram as técnicas da minha mãe. (Já vos disse a SUPER MÃE que tenho?). Roupa nova – incluindo cuecas – para todos os exames. Lá foi ela toda gira (de relógio no pulso), para a escola dos grandes. Correram-lhe muito bem. Tanto Português como Matemática. Quinta feira ligou-me de manhã. Dia após os exames. “Mamã posso não ir à escola?”. Tinha dores de cabeça, de garganta, de barriga,… O corpo acusou o stress dos dias anteriores. Será que estes exames valem mesmo a pena?

Entretanto, por terras napoleónicas, decorre o Festival de Cannes. Durante uma semana, Cannes transforma-se numa qualquer coisa que não sei bem o que é. Diferente de tudo o que já vi. Os homens andam de smoking. Seja de dia ou de noite. As mulheres dividem-se. Entre os vestidos longos e os muito curtos. Os sapatos estupidamente altos. O bom gosto mistura-se com o mau e com a vulgaridade. Existem os excêntricos – que tentam captar flashes. E os paparazzi. Muitos. Muitos. Muitos. Mas o que é impressionante é que não são, apenas, as vedetas. A generalidade das pessoas anda vestida assim. Tem também coisas boas. A avenida da croisette esteve fechada ao trânsito – pelo que pude andar de patins. Vi a minha actriz preferida na carpete vermelha – Marion Cotillard (espero que ganhe a Palm d´Or – estou desejosa de ver o filme “deux jours, une nuit – de Jean-Pierre Dardenne).

Este fim de semana preparo uma surpresa. A uma amiga. Daquelas amigas que nos conhecem desde antes de termos filhos e de sermos pessoas crescidas. Mas não posso escrever mais. Senão estrago a surpresa :)! Por agora vou apanhar um bocadinho de sol…

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Até breve!

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