Sobre a liberdade… Ou a falta dela.

Há 40 anos que se comemora o 25 de Abril de 74, questionando as mesmas pessoas: a senhora dos cravos, o senhor da rádio, os senhores que estavam em Paris,… Há 40 anos que se recapitulam os momentos… “Capitães de Abril” fez da história o argumento.
Há quem pergunte se a revolução dos cravos valeu a pena! Como se tivesse sentido perguntar se vale a pena ter liberdade de expressão… Há perguntas que eu gostaria que fossem feitas… <O que fizeste tu com a liberdade que o 25 de Abril te deu?>

Há uns dias li esta frase: “cedo percebi que dinheiro significava liberdade e foi por isso que criei fortuna – para ser livre”. O capitalismo serve-se assim… Com outras formas de não liberdade. São rosas não são cravos. Perderam as pétalas. Ficaram os espinhos…

4 responses to “Sobre a liberdade… Ou a falta dela.

  1. Vivi 32 anos antes e vivo 40 anos depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974. Falar em revolução é mascarar o que foi. O MFA existia há vários anos e, como o Major Otelo sugeriu, como organização “sindical” dos militares de carreira, daqueles que nos anos 60 não conseguiam entrar nas Universidades e respondiam aos anúncios nos jornais e TV para entrarem na Academia Militar.
    Foi Marcelo Caetano quem, ao integrar nos quadros das forças armadas como capitães os milicianos que se tinham destacado na guerra colonial, que desencadeou o golpe de estado militar.
    Foi para todos bem-vinda a mudança, mas rapidamente se verificou que, como qualquer golpe militar na América Central, só deu origem à anarquia e à guerra civil nas ex-colónias.

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  2. Uma das coisas que eu faço, é votar. Se não votar, não tenho legitimidade para me queixar. Conheço quem se gabe de não votar, que não está para perder tempo com essas coisas. Para mim, justifica perder esse tempo, já que ele dita o nosso futuro. Estranho como um ser tão inteligente como a raça humana, ainda não tenha percebido o que se passa em seu redor. Muitos, preocupados com coisinhas insignificantes e no que realmente se devem preocupar “Quero lá saber”. Infelizmente, por haver muitas pessoas que não quererem saber, torna tudo facilmente manipulável, com isso voltamos sempre aos mesmos que sempre lá estiveram. Repara, a televisão disse: “Cada partido recebe X€’s por cada voto a seu favor”, o que fizeram as pessoas? “O quê? Não sustento esses gatunos”. Com isto não votaram, quem ganhou foi quem lá estava ou outro partido “grande”. Na mesma altura houve os, “independentes”, o que fizeram as pessoas… acreditaram, quando na realidade apenas a cor do cartaz mudou. Já confrontei pessoas “Se não gostas porque não votas em outro?”, as respostas são do mais variado possível, “Porque nunca ganham”, como se de futebol tratasse. “É igual seja o partido que for”, ora vejamos, só podemos afirmar isso, se passarem por lá outros sem ser os que sempre estiveram. “É preciso um partido forte”, um partido forte, o que é isso? Um partido patrocinado por empresas, com interesses, que investem brutalmente em fazer propaganda para sermos comprados com esperanças absurdas? Agora dizem que estamos quase a sair da crise, quase mesmo, falta um bocadinho equivalente a uns trinta anos, isto se não piorarmos. É coisa pouca. Se temos liberdade? A liberdade que temos é uma ilusão, porque estamos presos ao pensamento, aos medos, o medo é a maior prisão, ele é que nos impede de ter coragem de mudar. Desculpa pelo testamento, encurtei-o, mesmo assim, são muitas palavras 🙂
    Beijinho.

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  3. Já Salazar dizia que somos um povo de brandos costumes. Relembro a manifestação de 15 de Setembro de 2012, que juntou pacificamente em Lisboa no que se estima ter sido um milhão de pessoas.

    Perante o desprezo da classe política e seus decisores por essa manifestação, não duvido que somos e seremos sempre um povo de brandos costumes.

    Já não há a PIDE, mas pelo que hoje vi nas TVs sobre o 25 de Abril, talvez hajam outras motivações.

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  4. Caro Ricardo Vieira
    Você ainda acredita na boa-fé dos partidos, eu sou dos tais que não voto há mais de 20 anos e como sabe, pertenço “democraticamente” à maioria dos portugueses, uma vez que os nossos governantes são eleitos com apenas 30 a 35% dos eleitores e por vezes nem isso…
    Vejamos o que é a democracia existente:
    – Você tem 100 pessoas, nestas, tem apenas 15 que estão preparadas, têm conhecimentos e que compreendem os problemas que têm que resolver e as medidas a tomar.
    – Os restantes 85% desconhecem os problemas, não têm conhecimentos e não sabem que medidas tomar. Que fazem? Delegam noutros! Acontece porém, que aparecem uns espertos com lindas promessas e convencem estes 85% a votarem neles. Eis a democracia! Eu diria, baseada na ignorância das pessoas.
    Historicamente sempre foi assim, 1° – era a lei do mais forte (músculos e armas), a seguir passou-se à lei do dinheiro e neste momento estamos na lei do domínio dos “média”, como aquela caixinha de mentiras que lhe chamam TV e recentemente a manipulação da internet. Em qualquer dos casos, trata-se sempre do domínio de uns poucos sobre a maioria da população. Esta é a verdade, que todo o povinho conhece, pois trata-se de uma prática milenar que prevalece de há séculos e séculos.
    Você entende que a mudança é possível (através de votos), eu e o restante povinho estamos convencidos de que não é, sobretudo nesta era em que só são democratas aqueles que os Srs. do poder mundial apoiam. Veja o caso do presidente eleito democraticamente na Ucrânia e que foi destituído pelo “povo”. Veja o caso da Síria em que os Srs. até apoiam os terroristas para derrubarem o Assad.
    Resumindo, enquanto o voto da ignorância valer tanto como o voto do conhecimento, nada poderá mudar pela via de eleições “democráticas”.
    Cumprimentos.
    P.S. – E os partidos são dominados por quem? Normalmente, pela ala mais inoperante e incapaz dos seus militantes.

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