Hoje senti…

… saudades de escrever aqui no blog.

Houve um tempo em que o blog fazia parte da minha agenda. Acho que nunca foi um diario, mas partilhei muito de mim ou da minha percepção de coisas varias. O C. trouxe-me esta serenidade que se chama rotina. Ha quem não goste desta coisa dos dias serem um pouco mais do mesmo. A mim da-me estabilidade.

O blog continua aqui. Tenho uma lista de temas sobre as quais gostaria de escrever. A preguiça e a falta de tempo (por causa do trabalho e das viagens e dos passeios…) tem adiado a pesquisa e consequentemente a publicação.

Um dos temas que tenho de explorar seriamente é esta necessidade de ocupar as crianças com trabalhos de grupo – ja para não falar dos 2 testes por periodo às 13 disciplinas que o 3° ciclo tem. E não suficiente, quando chegam as férias, toca de enviar ainda mais trabalhos.

Ha algum estudo que mostre que esta neurose por ocupar as crianças (e os pais) com trabalhos fora do tempo escolar contribui para a aprendizagem das crianças?

Obrigada por passarem por aqui.

 

“Vanessa vai à luta” no Teatro da Trindade. A não perder.

Lisboa continua a ser a cidade que sinto melhor conhecer. E curiosamente, desde que estou em França – e que mergulhei na cultura francesa -, (re)descubro uma Lisboa queirosiana muito francesa, que fazem do Chiado uma fusão cultural que muito aprecio. 

Ontem fomos ao Trindade. Assistir ao “Vanessa vai à luta”. Uma peça com muito humor sobre os papéis de género. Eu fui uma maria rapaz. A Beatriz é uma maria princesa. Reconheci-me na “Vanessa”. É bem verdade que cheguei a pensar “mas porque é que não nasci rapaz?” – ninguém me ofereceu pistas de carros telecomandados… só bonecas (Estou a ser exagerada neste plural). Rimo-nos imenso. A minha mãe, eu e a Beatriz. Três gerações de mulheres. O meu passado e o meu futuro genético. 

Com tristeza constato que o Teatro continua a ser um programa elitista em Portugal. Em jeito irónico comentei que a Beatriz se deveria chamar Beatriz Francisca, para não destoar do público. Tantos foram os João Bernardos, Vicente Marias ou Fredericas que ouvi. Por muito que Lisboa se diga um destino ao nível de Paris, Londres ou Barcelona falta-lhe ainda muito para estar a esse nível. Os bistrots, as padarias, as champanheiras e outros afins são modas que não passam disso. Espaços vintage inspirados noutras moradas que se dizem portugueses por colocar a loiça Bordalo Pinheiro (ou uma imitação baratucha) ou os poemas de Fernando Pessoa nas paredes. Falta programação cultural. Falta educar para a cultura. É difícil levar as pessoas ao Teatro. Levem o Teatro aos cinemas, por exemplo. Penso num cinema em Paris que ao domingo de manhã passa clássicos da disney a preto e branco acompanhados por piano. As crianças adoram e os adultos também. As salas de cinema dos shoppings de Lisboa poderiam propor alternativas culturais. Eles têm o público. Basta ser atractivo o suficiente para o seduzir. 

Ontem a Beatriz queria ir ao cinema. Porque as amigas também íam. Eu decidi que iríamos ao Teatro. De início ela não gostou da ideia. Mas por fim adorou. 

Seguiu-se a Bertrand. E um livro que espero que não vá esquecer: “as mulherzinhas”. 


Um bom domingo.

Neve, neve e neve… a magia da montanha.

Passei o último fim-de-semana na montanha, mais precisamente na estância de ski de Foux d’Allos. 

Foi um fim-de-semana com muita neve, muitas quedas de snowboard, muitos beijinhos, muitas calorias entre crepes, raclette e afins… e muitas paisagens de cortar a respiração para quem cresceu no Ribatejo português.

Ora vejam…





Parece que viajei para tão longe… mas fica aqui pertinho…

“Daqui Ali – de Portugal à África do Sul em bicicleta” em livro.

Há três anos divulguei aqui o lançamento do primeiro livro do Pedro.

Neste intervalo de tempo o Pedro embarcou numa aventura ainda maior. O rapaz não gosta de aviões e parece ter um gostinho por meios de transporte lentos (especulação de psicóloga de bancada). Desta vez foi de bicicleta até ao ponto mais a sul de África – aquele que aprendemos nos livros de História como o cabo das tormentas. Acredito que para ele terá sido o fim das tormentas – muitas foram ao longo de 15 meses, 15.000km e 22 países.

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A componente adictiva das viagens são as pessoas, as emoções e, porventura, as alucinações… (dizem os viajantes experimentados). O Pedro transformou tudo isto em caracteres,um novo livro que acrescenta à sua colecção “Daqui Ali“.

Ora vejam o teaser do livro:

 

Ele estará em Lisboa. dia 4 de Fevereiro (16h30, Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro). Toda a informção aqui.

Aproveitem para passar um bom momento.

Até já!

 

Made in France vende… 


E eu gosto disto :), mesmo que mais caro é bom saber que se respeitam as leis do trabalho!